quarta-feira, 7 de maio de 2014

Relva Sintética - Manutenção


A sua relva sintética representa um investimento significativo de dinheiro. Seguindo estes conselhos de tratamento e manutenção pode proteger o seu investimento e prolongar a vida útil do seu relvado sintético.
 
 

1. Mantenha-o limpo

2. Escove-o periodicamente

3. Não faça uso indevido

4. Reporte-nos quaisquer problemas com o seu relvado


1. Mantenha-o limpo

a) A poeira, o pólen, e poluentes aerotransportados:

 A chuva é o melhor agente de limpeza.

Em áreas onde a chuva é escassa, uma rega ocasional com água é benéfica para o relvado.

Em áreas levemente poeirentas pode tornar-se necessária uma lavagem com esponja com uma solução a 5% de detergente de espuma controlada em água quente seguida de um bom enxaguamento com água quente.

Em áreas muito poeirentas, usar o procedimento anterior seguido com uma lavagem com esponja com uma solução a 3% de amónia em água quente seguida de um bom enxaguamento também com água quente.

b) Manchas e outras ocorrências

 A regra de ouro é prontidão. É sempre mais fácil limpar um derramamento fresco que um já seco e endurecido. Remova todos os depósitos sólidos ou empastados com uma espátula ou faca de mesa. Remova todos os líquidos em excesso com papel ou pano de cozinha, ou outro absorvente seco, como areia de gato, por exemplo Os absorventes secos podem ser posteriormente varridos ou aspirados.

 As fibra sintéticas têm boa resistência a nódoas. No entanto, é fulcral ter em mente que são apenas uma parte de um sistema sofisticado de vários componentes concebidos para um bom desempenho geral. Alguns agentes de limpeza seguros para as fibras podem ser prejudiciais para outros componentes do sistema relva. Portanto, os agentes de limpeza são agrupados em dois grupos, um que pode ser usado em quantidades liberais diretamente na superfície da relva, e outro que deve ser apenas aplicado por intermédio de um pano embebido no produto de limpeza para minimizar a penetração de agentes potencialmente prejudiciais à base. No primeiro grupo, os solutos que podem ser usados geralmente sem precauções especiais são os seguintes:
 
  • Solutos de uso geral tipo multisuperfícies de pH neutro. Siga as instruções do fabricante;
  • Uma solução suave de detergente granulado ou qualquer detergente de espuma controlada para   tecidos delicados. Usar uma colher de chá por meio litro de água.
  • Estas soluções são suficientes para lidar com a maioria das manchas provocadas por água, tais como
Café
Chá
Sucos de frutos
Leite
Côco
Gelado
Mostarda
Cola
Ketchup
Manteiga
Álcool
Coca cola
Aguarelas
Tinta de latex
Sangue urina
Tingimentos
 
  • Uma solução a 3% de amónia em água pode ser usada em vez da solução anterior para nódoas mais difíceis;
  • Não usar solutos que contenham branqueadores à base de cloro ou cáusticos (pH acima de 9) ou limpadores ácidos (pH abaixo de 5);
  • Enxaguar a área intervencionada abundantemente com água fria para remover quaisquer vestígios de sabão ou amónia;
  • Eliminar os excessos de líquidos remanescentes.
 
O segundo grupo de produtos de limpeza, nos quais o agente de limpeza deve ser usado com moderação e cuidado para evitar a penetração sob o manto de relva, são os seguintes:
 
  • Terebentina ou um removedor de manchas de gordura como  perchlorethyleno (solução de limpeza a seco) ou do género vendido na maioria dos supermercados. Em geral, os produtos de limpeza desta categoria devem resolver a maioria das nódoas à base de gorduras incluindo:
Asfalto ou alcatrão
Óleo de motor
Cera
Tinta de esferográfica
Óleo de bronzeador
Pastilha elástica
Graxa
Báton
Cera de parafina
Verniz de unhas
Lápis de cera
 
 
Atenção: a terebentina e outros solventes à base de petróleo são inflamáveis. Não fumar ou foguear nas proximidades do local onde estejam a ser usados.
 
Assegurar que a área onde forem usados os solventes está ventilada.
 
c)  Resíduos animais
Neutralizar com uma mistura de de vinagre branco destilado numa solução a 50/50 com água. Enxaguar abundantemente com água após a aplicação.
 d) Pastilha elástica
Além do fluido de limpeza a seco, a pastilha elástica, pode ser removida por congelação. Aerossóis de refrigerante podem ser encontrados na maioria dos vendedores de produtos de limpeza para carpetes para este efeito. Também pode ser usado gelo seco (dióxido de carbono). Depois de congelar, raspar cuidadosamente com uma faca.
 e) Manchas de fungos e mofo
Uma solução a 1% de peróxido de hidrogénio (água oxigenada) em água pode ser aplicada com esponja nas áreas afetadas. Enxaguar abundantemente com água limpa depois da aplicação.
 
2. Escove-o periodicamente
Pode ocorrer o entrançamento de fibras nas areas de maior tráfego, especialmente se as fibras estiverem sujas com terra e outros poluentes trazidos pelo vento.
Uma escovagem cruzada periódica ajuda a restaurar o aspeto estético da relva. Escovagem cruzada significa que toda a escovagem deve ser feita contra o “correr” das fibras. Escovar desta forma  levanta as fibras e restaura o seu aspeto original. Devem ser usadas escovas com cerdas sintéticas . Nunca usar escovas de arame pois danificarão as fibras da relva.
3. Não faça uso indevido
Embora os relvados sintéticos sejam feitos de fibras resistentes e duráveis, devem ter-se algumas precauções para prevenir danos.
  • Cigarros acesos não podem incendiar a relva, mas podem danificá-la pela fusão das pontas das fibras. Cigarros, fogo-de-artifício, e chamas devem ser mantidos longe da relva.
  • Não devem ser colocados na relva mobiliário e equipamento com arestas afiadas e rombas pois podem perfurar ou rasgar.
  • Nunca deixar um veículo parqueado permanecer na relva.
  • Tapar ou remover cabeças de rega próximas. A água proveniente de sistemas de rega pode deixar depósitos minerais na relva e originar descoloração.
  • Assegurar que a relva não está exposta a luz solar refletida de janelas pois pode originar a fusão de fibras.
4. Reporte-nos quaisquer problemas com o seu relvado
Pequenos problemas podem rapidamente tornar-se grandes problemas se não forem corrigidos. Qualquer problema deve ser reportado prontamente ao colocador ou vendedor.
 Em conclusão
Um programa de cuidado e manutenção adequados pode ampliar a duração, estética e utilização da sua relva sintética. Podemos facultar-lhe um programa adequado de manutenção de baixo custo. Contacte-nos.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 7 de março de 2014

Relva Artificial


A relva artificial é a escolha económica se pretende um aspeto “tradicional” de relva sempre verde, bem aparada, sem grandes consumos de água, fertilizante ou manutenção. Sendo certo que a relva artificial ou sintética não é solução para todos os jardins, é uma boa alternativa à sedenta relva natural. Alguns tipos de relva artificial destinam-se simplesmente a fins paisagísticos e podem ser colocadas em locais pouco adequados a relva natural, outras são concebidas para fins recreativos ou desportivos.



Vantagens e desvantagens da relva artificial

 A relva artificial foi introduzida na década de 60 para fins desportivos profissionais e é hoje usada a todos os níveis desportivos, em campos interiores e exteriores. Embora ainda seja mais dispendiosa a curto prazo que a relva natural, o preço tem vindo a descer conforme a tecnologia de fabrico tem sido aperfeiçoada, tornando a relva sintética uma opção realista para os proprietários.

As grandes vantagens desta solução são não precisar de rega, fertilizante ou de ser aparada. Resiste ao uso e a danos melhor que a relva natural, resistindo algumas a cães e a roedores pois não existem raízes para comer. É segura para crianças e animais de estimação pois não existe o risco de torcer o tornozelo em tocas de animais. É fácil de limpar com uma mangueira e não atrai insetos e pestes. Não provoca nódoas de relva e está isenta de “peladas” e áreas castanhas. 
A última geração de relva artificial é uma cobertura de terreno similar à relva que replica o aspeto luxuriante da relva natural e a sua função. Quando é utilizada em campos desportivos, providencia uma superfície de jogo consistente durante todo o ano e em todas as condições atmosféricas, concebida para resistir a uso intensivo sem interrupções para recuperação. Como cobertura paisagística, a relva artificial providencia uma superfície sem vegetação espontânea ou ervas daninhas, de baixa manutenção, que não necessita de rega ou fertilizante e está disponível em modelos que simulam os tipos de relva localmente prevalentes.

No entanto, a relva artificial tem as suas desvantagens. Tende a aquecer mais que a relva natural ao sol do meio-dia e os materiais de que é composta não se decompõem facilmente. A produção e transporte da relva artificial produzem mais gases de estufa que a manutenção da relva natural. Tem eventualmente de ser substituída e depositada em aterro uma vez que não pode ser reciclada.


Materiais
 
A relva artificial é construída basicamente da mesma forma que as alcatifas. Existem dois componentes principais – fibras (as lâminas) e base (onde as laminas são fixadas). Os produtos de relvado de relva artificial são fabricados com utilização de uma vasta gama de materiais. Polipropileno e polietileno são alguns dos filamentos utilizados. O Nylon (poliamida) já não é utilizado porque coloca riscos de saúde e deteriora-se mais facilmente.
 
As fibras de relva sintética são cozidas ou “tufadas” em muitos tipos de base. Uretano, Dura-flow, Bio-Cell e Enviro-Cell são apenas algumas das opções disponíveis. Cada tipo de base de produtos de relva sintética tem os seus benefícios. Se tem cães é recomendável uma base com alguma durabilidade. Se pretende jogar football ou desportos em geral é recomendável outro tipo de base.

Um tipo de base existente no Mercado é o Enviro-Cell. É uma base à base de soja e é uma das opções ambientalmente conscientes para relva artificial.

Este tipo de base é totalmente permeável e não depende das perfurações nela introduzidas para esse efeito. A base de Uretano é a mais comum e menos dispendiosa. Tem o aspeto de plástico preto com perfurações para drenagem. É um produto à base de petróleo e não será aprovado em normas de reciclagem ou ambientais num futuro próximo para produtos de relva artificial.

 
Duas vistas de perfil de relva ornamental com enchimento “tufado” para dar textura. 
 
Instalação

Uma instalação adequada é crucial para assegurar uma longa duração da relva artificial. Antes de poder instalar a relva a área de instalação pode ter de ser delimitada e configurada para drenagem adequada. Uma camada de bom agregado de drenagem deve ser depositada e compactada para uma instalação segura. Sobre o agregado deve ser colocada uma tela anti erva para prevenir que ervas daninhas fixem raiz e cresçam. Desenrola-se a relva, cola-se com os adesivos e colas adequados e, finalmente fixa-se ao chão com estacas adequadas. Os limites são frequentemente acabados com bordos paisagísticos em laje, pedra, gravilha, cimento, etc, o qual ajuda a fixar a relva ao chão. Recomenda-se uma instalação profissional para garantir uma estabilidade a longo prazo. Um instalador que prepare meticulosamente o terreno pode cobrar mais mas esse custo extra é um investimento a médio e longo prazo.



A relva é colocada sobre o agregado e a tela anti erva e colada nas ourelas antes de fixar no chão.
 
Depois de instalada, a relva pode ser “aveludada” com um enchimento ou ter enchimento de fabricação “tufado” (ver imagem acima) para lhe dar corpo e textura. Decida se o relvado artificial se destina apenas a efeitos ornamentais e paisagísticos ou para praticar desportos ou simplesmente jogar e quanto pretende gastar para determinar sobre os tipos de enchimento. Os enchimentos mais comuns para fins recreativos são constituídos por borracha reciclada porém, estão cada vez mais disponíveis tipos de enchimento mais naturais que mantêm a superfície mais fresca. Além do granulado de sílica existe no mercado enchimento de granulado de cortiça o qual, além de ser um produto natural, auxilia na manutenção da superfície da relva mais fresca e dá um toque mais aveludado e natural à relva. São, também, usados diferentes tipos de areia mas não garantem o toque aveludado sob os seus pés. O enchimento ajuda à fixação da relva e previne a formação de pregas e constitui uma barreira leve que garante a longevidade da base. O enchimento vale o investimento se a relva tem uma utilização intensiva, particularmente de crianças. Mas é uma despesa desnecessária se a relva se destina apenas para fins paisagísticos ou para planos inclinados.
 
Considere o material de enchimento e a instalação quando determinar o seu orçamento. Existe um investimento inicial significativo necessário à instalação de relva
artificial. No entanto, ao longo do tempo de vida do relvado, o custo pode ser recuperado com a economia em manutenção.
Manutenção
 
 
 
Não necessita ser regada para se manter verde mas precisa ser lavada com mangueira de tempos a tempos para se manter limpa e com ar fresco. Ocasionalmente necessitará de tratamento herbicida pois o vento e a chuva transportam sementes que se alojam e muito provavelmente germinarão no seio do enchimento. O penteamento torná-la-á mais felpuda e redistribuirá o enchimento. Se estiver danificada podem ser substituídas tal como alcatifa.
 

Esta propriedade tinha um relvado natural sedento de água até que foi substituído por um relvado artificial com aspeto natural bordejado por plantas de pouca manutenção – que não requerem muita água – e um sistema de rega gota-a-gota. Requer agora apenas cerca de 225 litros de água por mês. Durante os meses de Verão o proprietário nota uma redução significativa do consumo de água uma vez que o relvado artificial não necessita de rega.  
 
 

Expetativa de vida e durabilidade


Em geral, a relva artificial dura cerca de 8 anos ou mais. A maior parte das variedades de relva artificial dura mais de 20 anos com manutenção adequada, potencialmente até 30 anos. Muitos vendedores oferecem garantias de 8 anos ou mais. Algumas variedades de relva artificial têm um revestimento de proteção UV que previne a descoloração. Relva artificial instalada em regiões montanhosas, onde a chuva e a neve caiem abundantemente não apresenta problemas de saturação se o local tiver sido preparado com uma boa base de drenagem. O vento não é uma preocupação uma vez que o relvado está fixado no chão. Em locais meridionais, onde o sol do meio-dia pode ser bastante quente, a relva pode estar quente ao toque. Alguns enchimentos podem absorver o calor. A relva não retém calor na sombra ou na ausência de sol como as rochas. Pode, por isso, suportar o sol direto mais quente sem sofrer danos desde que não exista alguma reflexão ou magnificação de luz solar a incidir sobre ela.
 
 
Dicas para compradores
• Seja cauteloso com a qualidade – existe uma grande diferença entre alcatifa para exteriors e relva artificial. Só porque a relva é verde isso não significa que aguente anos de tráfego intenso.
• Assegure-se de que a relva que adquire tenha uma garantia de pelo menso 8 anos. Embora deva durar muito mais que isso, 8 anos é um padrão razoável na indústria de produção de relvado artificial.
• Estabeleça um orçamento antecipadamente e mantenha-se nele. Não esqueça de incluir o fator manutenção, mesmo que seja mínimo. Se não quiser ter a preocupação de pentear ou “cardar” o relvado ocasionalmente, recorde-se que terá de pagar a alguém para o fazer.
A indústria de relva artificial  está permanentemente a desenvolver novos tipos de relva, backing e enchimento (infill) todos os anos. Contacte-nos para obter a informação mais atualizada.
 
 
 
 

 




 

 
 
 

 


 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Salitre e Eflorescências - Causas e Prevenção IV


Prevenção da eflorescência

Os projetistas e profissionais de construção devem compreender não apenas as causas e os mecanismos dos vários tipos de eflorescência que podem surgir nas paredes de alvenaria, mas também devem estar cientes dos meios para a sua prevenção e controlo, em caso de aparecimento. A importância do projeto, da pormenorização, da seleção de materiais, do uso de “gatos” e selantes, assim como sobre a importância das boas práticas de construção são de importância primordial na prevenção da ocorrência de eflorescências. Sugere-se um procedimento de análise, consistindo numa lista de verificações com sete pontos, para uso na prospeção de problemas na construção. Finalmente, iremos sugerir métodos para a remoção da eflorescência.

A eflorescência, normal e incomodativo depósito de cristais de sais na face da alvenaria de tijolo, pode ser evitada. O conhecimento da natureza e mecanismos da eflorescência, tal como das possíveis origens dos sais e da humidade, é essencial na prevenção da eflorescência, como já abordámos.

Não é pragmática a pretensão de excluir todos os sais solúveis e toda a humidade do contacto com a alvenaria. Contudo, a redução de cada um destes fatores contributivos é bastante praticável e em geral reduzirá ou evitará a ocorrência e a severidade da eflorescência.

Seleção dos materiais

Selecionar os materiais, isto é, o tijolo exterior, o tijolo ou blocos de enchimento, os guarnecimentos e a argamassa, com um conteúdo mínimo de sais solúveis e um desempenho máximo na proteção hidrófuga da estrutura é o primeiro passo na prevenção da eflorescência.

Tijolo – Como afirmado anteriormente existem unidades de tijolo que não contém sais solúveis nem contribuem para a eflorescência e que estão à venda nos mercados. Em regra é recomendável que todas as faces sólidas e perfuradas do tijolo sejam testadas quanto à sua tendência para a eflorescência pelo teste de eflorescência constante da Norma Europeia EN 1504, “Produtos e Sistemas Para a Proteção e Reparação de Estruturas de Betão”.

Este teste consiste em imergir parcialmente amostras representativas de tijolo em água destilada por um período de 7 dias. No final deste período, deixam-se secar as unidades, e pesquisam-se as eflorescências por comparação com amostras que não foram imersas. O tijolo deve ser classificado nunca acima de “ligeiramente eflorescido” para ser aceitável.

Enchimento – Muitos materiais de enchimento contém relativamente altas percentagens de alcalis que podem contribuir para a eflorescência na face de uma parede em alvenaria de tijolo. Sugere-se, portanto, que as unidades de enchimento sejam testadas quanto ao seu conteúdo em sais pelo teste de eflorescência.

conforme descrito por W.E. Brownell (W.E. Brownell, “The Causes and Control of Efflorescence on Brickwork”, Research Report N.º 15, Structural Clay Products Institute, 1969).

Quando são usados materiais de enchimento que contém sais solúveis, recomenda-se que todos os pormenores da parede e o projeto sejam tais que os materiais que contenham sais estejam separados dos tijolos exteriores aparentes. Esta precaução de projeto evita a migração através da parede dos sais solúveis em água que leva à eflorescência. Isto pode ser feito através do uso de paredes com caixa de ar, por exemplo.
Para minimizar a ocorrência das manchas verdes, são recomendados os seguintes passos :
1. Armazenar os tijolos afastados do chão e sob coberturas de proteção.
2. Nunca usar ou permitir o uso de soluções ácidas para limpar tijolos de cor clara.
3. Pedir e seguir as recomendações do fabricante do tijolo nos procedimentos de limpeza, para todos os tipos e cores de tijolo.
As manchas verdes de vanádio são muito difíceis de remover. Nunca tentar remover as manchas verdes com ácidos.
É importante prevenir a formação das manchas verdes causadas pelo vanádio, já que os subsequentes esforços de limpeza podem transformá-las num depósito castanho que é muito difícil de remover.
Para se minimizarem ou eliminarem as manchas de manganês, sugere-se o seguinte:
1. Durante a construção de um edifício usando-se tijolos coloridos com manganês, estes não devem ser limpos com ácido clorídrico sem que se faça a neutralização do ácido durante o enxaguamento. Esta neutralização vai tender a reduzir a quantidade de manganês tomado pela solução.
2. A aplicação de silicone nos tijolos pode evitar as manchas por retardar a penetração da água nos tijolos enquanto armazenados ou em serviço.
3. Pedir e seguir sempre a opinião do fabricante do tijolo nas limpezas de tijolos coloridos castanhos ou com manganês.
A remoção das manchas de manganês é uma operação muito simples. Contudo, a permanência dessa remoção é bastante duvidosa. Por vezes, a prevenção da ocorrência das manchas castanhas de manganês é da maior importância.
 
Assim sendo o que poderemos fazer para resolver o problema?
 
Procurar materiais alternativos e solicitar massivamente esclarecimentos às companhias  cimenteiras sobre o assunto, pode ajudar a que estas passem a comercializar o cimento Pozolânico em sacos e a informar de forma adequada dos inconvenientes do cimento Portland e das vantagens do cimento Pozolânico em determinadas aplicações, nomeadamente das suas vantagens em ambientes húmidos.
 
Para minimizar o problema no imediato, penso que a utilização da Cal Hidráulica existente em Portugal pode resolver parcialmente o problema. Tem um calor de hidratação baixo e embora a resistência mecânica deste “cimento pobre” como muitas vezes é designado, seja inferior à do cimento Portland ou do cimento Pozolânico, em obras em que não hajam solicitações mecânicas especiais, nomeadamente nas zonas envolventes de piscinas ou de um modo geral em zonas de utilização exclusivamente pedonal, este material pode, misturado com cimento Portland, em proporções aconselhadas por técnicos especializados, resolver o problema.
 
Fica por resolver o problema das pequenas edificações onde a humidade é uma constante, muitas vezes inevitável, como é o caso das moradias uni familiares, nomeadamente nas aplicações em que é exigido um certo grau de exigência mecânica, como é o caso das fundações e das paredes sujeitas a humidade ou mesmo dos pavimentos sujeitos a grandes cargas. Nestes casos ou se importa de outros países o cimento Pozolânico ou o problema subsiste.
E como sabemos todas as construções assentam em terrenos, naturalmente sujeitos a humidade.