domingo, 23 de fevereiro de 2020

Mosaico Hidráulico, Ilustre Desconhecido! Fabricação.

Mosaico hidráulico – Fabricação


O mosaico hidráulico tem, pelas suas características, um processo de fabrico altamente artesanal. Isso significa que, ao invés do que acontece com os processos industriais, todas as peças são únicas e irrepetíveis. Essa é uma característica que o torna extremamente atrativo. É frequente o cliente procurar peças com algumas imperfeições, reflexo do seu processo produtivo totalmente manual.

Um único operador executa a produção do mosaico até à saída da prensa. E só consegue produzir num dia 4 m2 de mosaicos. Significa, na prática, que não produz mais que 25 unidades em 8 horas de trabalho. A margem de desperdício é significativa pois o mínimo erro inutiliza a peça. Se achar que o mosaico hidráulico é caro, entre 40 € a 60 €/m2, pense nos detalhes que acabei de lhe dar… compare com o preço de muitos dos produtos similares de produção industrial, nomeadamente nas imitações do mosaico hidráulico que se encontram no mercado a preços similares. 

Para compreender as características, limitações e qualidades deste material analisemos o seu processo produtivo em detalhe: 

 Materiais para a produção:

Cimento Portland:

 Cimento Portland branco:
Pigmento para cimento:

É uma gama de pigmentos em pó de alta qualidade baseado em óxido de ferro para colorir materiais de construção cimentícios;
Os pigmentos estão disponíveis em diferentes tons das cores amarela, laranja, vermelho, castanho e antracite, etc;
O pigmento tinge a estrutura do betão homogeneamente e permite uma fácil distribuição do pigmento na mistura de betão. Este processo garante um esquema de cor regular e reproduzível, com brilho de cor intenso.



Equipamentos para a produção:

Prensa:



A prensa pode ser mono posto ou ou com dois postos de trabalho, esta segunda permite rentabilizar o tempo de utilização da prensa e reduzir custos. É sobre a bancada de preparação que se dão as operações de execução do mosaico. Os materiais e ferramentas ficam em repouso em bancadas auxiliares em ambos os lados do posto de trabalho ou apenas de um lado, com níveis. Por exemplo, no nível superior os cimentos e almotolias, no inferior, as ferramentas de limpeza do separador, óleo e aplicador, etc. 

Molde: 


O molde é composto por 3 componentes, a ver: 






 A base:

A base é a forma base do mosaico. Na imagem podemos ver uma base quadrangular 20x20, dimensões-padrão do mosaico hidráulico. E em aço inoxidável polido na superfície de contacto com o cimento.  Aço é um material inócuo que não agarra os materiais, facilitando a separação do mosaico, como veremos mais adiante. Tem uma pega para a inserção e extração do conjunto sob a área de trabalho da prensa.

O bastidor ou moldura:

Esta componente do molde é o que cinge o cimento e lhe dá a forma, como iremos ver. É colocado
em torno da base e cingido com o mecanismo de aperto que se vê na imagem.







O batente:

Esta componente assenta sobre o preparado do mosaico. Com o seu peso exerce logo uma pré-
pressão sobre o conjunto, antes da inserção na prensa.


Separador:

O separador é uma componente executada em chapa, soldada com a reprodução do desenho pretendido do mosaico. Nos compartimentos é introduzido o cimento pigmentado de acordo com o desenho previamente estipulado.








Observemos, então, o processo de fabrico:

Operações de preparação:

Preparação do cimento pigmentado:


Mistura-se o cimento com água em proporções bem determinadas e adiciona-se o pigmento com o mesmo critério. O cimento tem de ficar com muito pouca viscosidade para que possa ser facilmente derramado nos compartimentos adequados do separador.









Limpeza do separador:

Esta é uma operação que tem de ser executada por cada mosaico produzido. Os restos de cimento já em processo de hidratação são eliminados desta forma. Se não fosse feito, dar-se-iam misturas de pigmento, ou seja, passagem de cimento de um compartimento para outro por baixo do separador. Este tem de ficar completamente apoiado na base, sem folgas. Passa-se uma lima fina na parte de baixo e, em seguida é friccionado numa base levemente abrasiva para garantir o nivelamento integral do separador.












Limpeza do bastidor/moldura:

Com uma trincha, eliminam-se resíduos de cimento e pó de cimento. 





Limpeza da base:

Fricciona-se a base do molde com uma lã de aço fina para eliminar possíveis resíduos resultantes da execução do mosaico anterior.

Operações de execução do mosaico:

Lubrificação da base:

Derrama-se um pouco de óleo sobre a base e, com auxílio de uma almofada, espalha-se por toda a base, garantindo que toda a superfície é homogeneamente lubrificada.









O objetivo é impedir que o cimento se agarre à base e, no momento da separação, porções de cimento se separem do mosaico, o que resultaria em refugo. 




Inserção do bastidor/moldura e aperto:

Insere-se o bastidor em torno da base e aperta-se.



Inserção do separador:

Insere-se cuidadosamente o separador no interior do molde, assegurando que fica totalmente apoiado na base.

Preenchimento dos compartimentos:

Com uma almotolia ou colher com desenho específico para esta operação, preencher os compartimentos com as cores previstas no padrão. Esta operação é extremamente delicada pois um engano inutiliza o mosaico. O cimento pigmentado deverá formar uma camada de aproximadamente 3 a 4 mm. Na prática resultam diferenças na espessura do cimento pigmentado de compartimento para compartimento.





Distribuição do cimento pigmentado:

Uma vez preenchidos os compartimentos, o operador abana o molde com movimentos repetitivos para que se produza uma distribuição homogénea do cimento e forme uma camada mais ou menos homogénea.


Remoção do separador:

Cuidadosamente, o operador remove num movimento lento e vertical mas firme.




Padrão estabelecido:

Preparação da base cimentícia:

Com um crivo, distribuir uma camada mais ou menos homogénea de cimento Portland. Esta camada vai catalizar o processo de hidratação do padrão, estabilizando-o.

Execução da base:

Manualmente colocar uma porção de cimento Portland sobre o conjunto e espalhar, assegurando que os cantos são preenchidos.













Nivelamento da base:

Com uma régua niveladora, distribuir o cimento de forma uniforme, passando a régua de um lado ao outro e no sentido inverso, eliminando excedentes.








Esta régua tem recortes nos dois extremos que permitem assegurar que o mosaico fica com a mesma espessura em toda a superfície.

Colocação de batente:

Colocar o batente cuidadosamente sobre o conjunto. Esta operação tem de ser feita com cautela para assegurar que toda a superfície do batente entra em contacto com o mosaico em simultâneo e lentamente para deixar que o ar acumulado entre as partículas de cimento saia e não fique aprisionado.



Prensagem: 

Deslizar o conjunto para a área de prensagem, posicionar no ponto de prensagem e acionar a prensa. 



Desmontagem do molde:

Remover molde da área de prensagem, desapertar a moldura e removê-la.

Remover o batente:
Separar mosaico da base:

Levantar o conjunto base e mosaico, colocar em plano vertical e, com cuidado, deixar que a gravidade e pressão exercido pelos dedos separe o mosaico da base. Esta operação tem de ser feita com cautela pois o cimento ainda não está hidratado e, logo, podem separar-se pedaços nesta operação.



O mosaico está pronto para os procedimentos de cura:
Lavagem de cura:


Esta operação objetiva remover rebarbas existentes do processo de fabrico e molhar o mosaico para auxiliar a hidratação/cura.


Cura:

O mosaico é armazenado de forma a que o ar possa circular por todas as superfícies durante 3 semanas, tempo para a hidratação completa do cimento. Só então fica pronto para embalar e expedir para o cliente.

Pelo exposto, é fácil perceber que todo o processo produtivo se reveste de riscos iminentes de produção de refugo. É um processo lento, pleno de pontos de risco que oneram o preço final do mosaico. 

Em contrapartida, cada mosaico é único: pequenas variações nos desenhos do padrão imprimem essa originalidade a cada mosaico, carimbo de um processo totalmente artesanal, reflexo de um passado numa sociedade moderna mecanizada, homogeneizada, desumanizada. 

É aqui, independentemente da beleza dos padrões, que reside a riqueza deste produto. É um reflexo humanista numa sociedade de automatismos cada vez mais presentes. 

Por isso se enquadra no estilo arquitetónico pós-modernista Minimalista tão em voga: é um grito de revolta contra o convencionalismo, a modernização, a ostentação, refletindo por oposição a simplicidade, o retorno ao humano, ao artesanal, ao funcional, sem pretensões de grandiosidade, mas com uma inequívoca beleza estética.


No próximo artigo abordaremos a aplicação de mosaico hidráulico e o seu tratamento.

Para qualquer esclarecimento não hesite em nos contactar. Informamos das várias possibilidades a seguir, orçamentamos sem custo ou compromisso. E executaremos com profissionalismo a recuperação e/ou tratamento das suas superfícies!












sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Mosaico Hidráulico, Ilustre desconhecido


Nos próximos posts iremos fazer uma análise sobre alguns materiais de revestimento. A nossa primeira opção é o Mosaico Hidráulico artesanal. Nesta façanha a que nos propusemos teremos o precioso auxílio de um parceiro, produtor de alguns dos materiais que iremos abordar. Falamos da empresa ESTILOS RÚSTICOS, que pode ser visitado em Palmela ou no endereço https://estilosrusticos.com/. A sua vasta experiência na produção destes materiais, de tijoleiras e azulejaria serviu de inspiração. ainda nos deu maior alento o facto de se tratar de gente boa, sincera, muito terra-a-terra!

Trabalhamos muito com mosaico hidráulico e constatamos que, na verdade, entre aplicadores e utilizadores, existe um total desconhecimento das características, vantagens e limitações deste material de revestimento. Assim, vamos dar início a uma série de artigos sobre este Ilustre Desconhecido que tantos voltaram a apreciar e muitos se arrependem de utilizar! 
Na verdade, o mosaico hidráulico é uma mais valia para qualquer imóvel, de estilo retro, neoclássico, rústico, modernista, pós-modernista ou minimalista. Enquadra-se bem em qualquer estilo arquitetónico e transmite ao espaço um requinte, característica que se encontra em poucos materiais de revestimento de paredes ou pavimentos não nobres. Como apontamento ou como recurso central de estilo, transmite sempre requinte aos espaços.

Elegante proposta pós-modernista com integração de mosaico hidráulico
Estilo clássico século XIX

A sua adaptabilidade, graças à infinidade de designs que se lhe pode imprimir, enriquece qualquer espaço. 

Porém, desde aplicadores a utilizadores, este é um bem incompreendido que depressa desilude se não estiver disponível informação adequada no que concerne aplicação, tratamento, utilização e manutenção no momento da opção. 

Foi exatamente essa lacuna que nos motivou. Nos próximos artigos vamos dedicar-nos em exclusivo a este ilustríssimo desconhecido.

Comecemos, então, pela sua origem e história.

História do mosaico hidráulico

O Mosaico hidráulico nasce em França na segunda metade do Sec. XIX. As primeiras referências da
Estilo Art Nouveaux
utilização do ladrilho hidráulico remontam a meados do século XIX, com a sua apresentação em 1867 na Exposição Universal, em Paris, pela empresa Garret, Rivet & Cª. O material foi introduzido como uma alternativa aos revestimentos em pedra, como uma espécie de cerâmica que não necessita de cozimento, solidificada com a utilização de prensas e curadas por ação hidráulica – daí o nome. Devido às suas excelentes características de durabilidade e resistência, mas também devido à sua característica de fantástico elemento decorativo, o Mosaico Hidráulico ganha grande popularidade e rapidamente se transforma em moda em Espanha e Portugal, como também pelo resto da Europa. 

Enquadremos o seu surgimento: estamos em plena ascensão da Art nouveau (Arte Nova) que floresce
Estilo Art Deco
na Europa no último quarteirão do século XIX, seguida pela Art Déco no início do século XX, que se caracteriza por linhas mais direitas e conhece o seu apogeu nas décadas de 20 e 30.

Devido à forte presença de Portugal no mundo, em Espanha e França, nomeadamente devido às suas colónias, o Mosaico Hidráulico ganha notoriedade um pouco por todo mundo como elemento decorativo e arquitetónico.

O movimento modernista contribuiu para o sucesso do mosaico hidráulico, que foi empregue para a composição de murais e mosaicos artísticos com desenhos complexos. Nos anos 60, com o surgimento de materiais de revestimento mais rentáveis e menos elaborados, o mosaico hidráulico perdeu mercado no setor da construção, voltando a conquistá-lo apenas nas últimas décadas.

O Mosaico Hidráulico volta a ser procurado e reconhecidas as suas características de enorme beleza
Mosaico hidráulico de edifício de início de século (XX) na Lapa
decorativa. Não são raras as remodelações de casas de época nas quais se redescobrem pavimentos em mosaico hidráulico escondidos sob outra repavimentação, muitas vezes ladrilho porcelânico e até, em alguns casos, betumilha. Estas situações surgem quando casas são transformadas em armazém e, agora, redescobertas e reconvertidas à sua utilização original. Por vezes é possível recuperar o mosaico. Outras, porém, este já está tão danificado ou é adulterado no processo de remoção do que o tapa que se torna inviável a sua recuperação. A boa notícia é que hoje, os artesãos reproduzem os padrões originais permitindo a reposição do esplendor original. A imagem que reproduzimos como ilustração do estilo clássico é um desses casos o pavimento foi descoberto sob outro, mas sem possibilidade de reprodução. Foi reproduzido no padrão e cores originais. E veja-se só o resultado!

A verdade é que, sendo em simultâneo, um material de grande sensibilidade, também o é de grande durabilidade, estimada em mais de 100 anos. A imagem acima é ilustração disso mesmo!

Por agora é tudo! O próximo post será dedicado à sua fabricação. Iremos desvendar um processo centenário que nos ajudará a compreender este Ilustre Desconhecido!

Já sabe! Se precisar de aconselhamento, tratamento ou recuperação do seu pavimento, não deixe de nos contactar! Basta clicar AQUI!



quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Remoção de manchas em pedra natural


Parte 2- Remoção de manchas

É muito frequente proprietários de imóveis solicitarem os nossos serviços porque a pedra está manchada e a escurecer, a perder o brilho, etc…

Na maior parte dos casos a hidrofugação é a solução que falta ou precisa ser refeita. Mas não vamos hidrofugar uma pedra ou mosaico hidráulico manchado! A remoção das manchas é a primeira linha de ação. Mas como fazê-lo? 

Existem algumas receitas para a remoção de manchas, algumas à venda já preparadas, outras para preparar antes da aplicação. No entanto, é fácil e barato fazer em casa.
Vejamos: o que se pretende? Remover gorduras impregnadas na estrutura cimentícia da pedra ou/e remover manchas de líquidos pigmentados, como vinho, por exemplo. Estas substâncias penetraram nos poros e preencheram-nos. Normalmente permanecem por longos períodos de tempo, pois geralmente não damos pela ocorrência logo após acontecer. Em casos extremos, a contaminação permanece durante meses e anos!

Portanto, tratando-se de matéria orgânica precisaremos de algo que a desagregue e oxide e, no processo, a puxe para fora dos poros. 

Uma das fórmulas consiste em fazer uma cataplasma com pó de talco e peróxido de hidrogénio a 20 ou 40% de volume. Não esquecer de usar luvas! Num copo ou taça colocar pó de talco e, em seguida, derramar o peróxido de hidrogénio, mexendo, até forma uma espécie de lama. Com água morna ou um produto de limpeza de pH neutro, limpar os resíduos em repouso sobre a superfície a limpar. Em seguida aplicar a cataplasma com uma espátula ou colher sobre a mancha. A aplicação deve ficar com 6 mm ou mais de espessura e deve exceder os limites da mancha no mesmo valor. Feito isto, aplicar uma película de plástico sobre a cataplasma. Pode ser película aderente, por exemplo. Pressionar nos limites para eliminar o ar em torno da cataplasma. Se necessário, fixar as margens com fita-cola, mas preferencialmente evitar. Deixar repousar por 24 horas. Remover a película. Se a cataplasma não estiver ainda seca, novamente em pó, deixar secar até que fique seca. Depois, remover com espátula, limpar os restos com água e um pano e…já está! Se necessário, repetir o processo até à remoção da mancha. 

Em alguns casos pode não ser possível a remoção integral da mancha, especialmente se esta já persiste há meses ou anos. Mas, seguramente, o resultado final será sempre um aspeto renovado da pedra ou mosaico. 

Vejamos agora passo a passo: 



Nesta demonstração foi aplicado molho de soja sobre uma amostra de granito e queijo em pasta sobre uma amostra de mármore. Deixou-se repousar por 3 horas. A observação da imagem permite ver a aureola formada em torno do contaminante. Resulta da penetração por radicularização, ou seja, pela penetração nos poros e capilares da pedra nos sentidos vertical e horizontal.

1- Limpeza dos excedentes não impregnados:
Com um papel de cozinha, por exemplo, remover os excedentes do mármore. Quando se trate de substância com cor, como no nosso caso, molho de soja, borrifar um soluto de limpeza de pH neutro para emulsionar e remover com papel de cozinha.





















Desta forma os contaminantes impregnados nas porosidades da pedra ficam expostos à aplicação da cataplasma e ao sucesso da sua remoção:

Mancha de gordura resultante da infiltração nos poros e capilares

Mancha de infiltração de líquido pigmentado, no caso molho de soja

2- Aplicação da cataplasma

2.1- Preparação da cataplasma

No mármore exemplificaremos com uma cataplasma já pronto a aplicar que pode ser adquirido em lojas da especialidade ou adquirido online. No granito exemplificaremos a preparação e aplicação de uma cataplasma caseira. No caso, água oxigenada a 40% de volume e pó de talco. Em vez de pó de talco pode ser usado bicarbonato de sódio. 

2.2- Aplicação
 Com uma colher remover uma porção de cataplasma e aplicar sobre a mancha.








Importante: deve ter pelo menos 6 mm de espessura e exceder os limites da mancha em 6 mm.







Cataplasma caseira:

Ingredientes:

bicarbonato de sódio ou pó de talco
Peróxido de hidrogénio a 20% ou 40% de volume
Num copo ou taça misturar os dois ingredientes muito bem de forma a formar uma pasta com a textura de lama. Aplicar pelo mesmo processo.



2.2- Cobrir a cataplasma

Com um pedaço de plástico ou película aderente proceder à cobertura da cataplasma. Pode fazer uns pequenos furos no plástico para permitir a evaporação da água, mas não é obrigatório.




Certifique-se a ausência de ar entre o plástico e a cataplasma. Pressione o plástico em torno dos limites da cataplasma para que adira e sele a aplicação.

Finalmente, querendo, pode fixar as margens do plástico com uma fita. Tenha cuidado na seleção da fita pois pode deixar resíduos de cola difíceis de remover. Pessoalmente, não uso fita a menos que exista o risco de dispersão da cataplasma por inadvertida ação humana.


3- Deixar atuar 24 horas


Depois de cobrir com plástico ou película aderente deixar repousar 24 horas. No nosso exemplo a cataplasma do mármore não está coberta mas deve fazê-lo. Esse procedimento assegura que a cataplasma não seca prematuramente antes de extrair todos os resíduos impregnados. A ação deve ser intencionalmente lenta para que as reações químicas se processem. Nada deve ser apressado. O tempo é fulcral para um bom resultado.

4- Deixar repousar 24 horas


Passadas as 24 horas remover a película. É provável que a cataplasma não esteja ainda totalmente seca. É absolutamente necessário deixá-la secar muito bem. Portanto, deixar em repouso mais 24 horas. 

5- Remover a cataplasma



Com o auxílio de uma lâmina de raspador ou espátula sem rombos, remover a cataplasma, já seca. Pode constatar-se que já está em pó e se desfaz conforme se remove. É bom sinal!

6- Limpar a superfície


Com um soluto de limpeza de pH neutro borrifar a superfície tratada e remover com papel absorvente ou pano microfibra.
Se tudo correu bem, o aspeto final da superfície deverá ser este: 



Um resultado irrepreensível! Tanto o mármore como o granito recuperaram o seu aspeto natural. Se, por algum motivo, ainda restar algum vestígio da mancha, repetir todo o processo. O tempo durante o qual os contaminantes permaneceram impregnados na estrutura da pedra é determinante para o número de vezes que o processo terá de ser repetido. 

Não existem atalhos. O procedimento é este, os resultados são os que apresentamos!

Posteriormente, pode ser necessário um polimento. Alguns contaminantes têm pH ácido e afetam a estrutura superficial da pedra. Nestes casos, embora a nódoa tenha sido eliminada o brilho não é recuperado. É aí que entramos nós para recuperar o brilho do seu pavimento ou balcão. 

Para qualquer esclarecimento não hesite em nos contactar. Informamos das várias possibilidades a seguir, orçamentamos sem custo ou compromisso. E executaremos com profissionalismo a recuperação das suas superfícies!