quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Critalização, vulgo Vitificação


Consiste num método de criar brilho em pavimentos à base de cálcio (mármores, pedras calcárias e travertino). A cristalização tem sido usada desde a década de 60 do século passado com níveis de sucesso variáveis e persiste em ser um tópico controverso no seio dos profissionais de manutenção de pedra natural.

O que é a Cristalização, vulgo Vitrificação

Cristalização é um processo no qual a combinação de um pad de lã de aço em conjugação com a pressão do peso de uma máquina monodisco e uma solução ácida imprime brilho a pavimentos em pedra natural. Os ingredientes mais comuns dos químicos de cristalização são ácido, fluorosilicato de magnésio e água.

Nesta reação os sais de magnésio são depositados primariamente na superfície da pedra e removidos durante a primeira lavagem do pavimento depois do tratamento, e o fluorosilicato é ligado com o cálcio da camada subjacente da pedra, camada sobre a qual caminharemos, agora com a composição de fluorosilicato de cálcio (CaSiF6).

A superfície da pedra é quimicamente alterada e não há forma de reverter o processo. Esta nova superfície de contacto da pedra não é um revestimento, mas parte integrante da pedra. A única forma de remover a camada cristalizada é por ação mecânica tal como a abrasão adiamantada ou processos similares, igualmente abrasivos.

A camada resultante de fluorosilicato de cálcio formada na superfície da pedra é mais dura, mais brilhante, e mais resistente a manchas que a superfície original da pedra. Este é o princípio geral da cristalização.



                                     



O grande debate

Ambas as vertentes detêm argumentos convincentes. Se optar pela recristalização, como outro procedimento qualquer, é necessário um controlo rigoroso. O Marble Institute of America não condena nem endossa este processo.

O processo de cristalização consiste em borrifar um líquido sobre o mármore e polir com um pad de lã de aço com uma máquina de velocidade padrão 150 – 175 rpm. A lã de aço gera calor através da abrasão e o químico reage com o mármore, produzindo um novo composto na superfície da pedra.

Praticamente todos os químicos de cristalização contêm dois componentes principais: ácido e compostos de flourosilicato e, por vezes, ceras ou polímeros acrílicos.

A cristalização só reage com pedras à base de cálcio como mármores e pedras calcárias em geral. No entanto o processo pode resultar em pedras como granitos. As reações são totalmente distintas. Na reação química, o ácido ataca os carbonatos de cálcio da pedra, separando o carbono do cálcio, libertando dióxido de carbono. Os compostso de fluorosilicato ligam-se com os iões de cálcio, formando um composto novo designado fluorosilicato de cálcio.

Simplificando, o processo de cristalização opera pelo forçar a união de um ião de uma molécula com um de outra na matrix cimentícia que mantém os cristais coesos. É formada uma nova matriz cimentícia que pode ser mais dura que a original. A matriz nova e mais dura e a preexistente, mais suave formam duas camadas, e assim, uma camada de separação está presente no meio. 

Repare-se nesta reprodução (fonte: https://grahamhancock.com/jongjp1/):
Esta amostra revela duas regiões distintas, a camada superficial e o corpo da pedra. Está presente uma camada menos evidente intermédia entre as duas que consiste na transição do corpo da pedra para a camada superficial de contacto. 

Em muitas variedades de pedra, nomeadamente as que contêm elementos de carbono, este procedimento pode dar origem a laminação. Noutras, muitas pedras calcárias de baixa e média densidade, origina a fixação de ferro (proveniente da lã de aço) na composição química da pedra. Todas as pedras submetidas a este processo sofrem mudanças dramáticas na sua estrutura. Para que esta reação aconteça, tem de ser gerado calor friccional. É por este motivo que se usam discos de lã de aço na polidora.

Pads de lã de aço

O processo deve ser executado por operadores experimentados que estejam familiarizados com as técnicas deste procedimento. A presença de humidade excessiva na pedra pode prejudicar a reação da cristalização e causar problemas.

Os defensores deste procedimento afirmam que o novo composto formado na superfície da pedra a protege, imprime brilho, e pode inclusivamente endurecer a pedra, aumentando a resistência ao desgaste. Os oponentes afirmam que o novo composto formado bloqueia a capacidade da pedra para “respirar”, aprisiona a humidade, e causa o apodrecimento da pedra. É importante referir que existem muitas formulações distintas de cristalizadores que variam na sua química e desempenho. É imperativo identificar a pedra, objeto da intervenção, e selecionar a formulação mais adequada de cristalizador para alcançar o resultado desejado.


Pergunta: 

Qual a melhor forma de manter pavimentos em mármore ou terrazo polido?


Solução: 

Existem muitas opiniões, algumas divergentes, no que concerne este tema. No que concerne “o que é melhor”, ninguém pode, ou deve reclamar a melhor solução. Um dos métodos mais populares é a vitrificação. Mas antes de mergulharmos neste assunto, revejamos alguns tópicos:

. O primeiro produto cristalizador para manutenção de pavimentos marmoreados ou de terrazzo foi desenvolvido na década de 60 do século XX por Jorge Ryera More, detentor de uma empresa em Barcelona designada Coor & Kleever;

. O cristalizador Coor & Kleever não contém ceras e tem sido utilizado por décadas para manter pavimentos polidos em muitos dos mais sofisticados casinos, resorts, lares e edifícios públicos em todo o mundo;

. O processo é concebido como um procedimento seguro de manutenção para remoção de padrões de desgaste ligeiros criados por tráfego de calçado em pavimentos polidos; 


. Este resultado é conseguido pela alteração química de microns da superfície de contacto, de carbonatos de cálcio para fluorosilicatos de cálcio;


.Testes laboratoriais demonstraram que esta reação química cria um acabamento mais durável, permitindo que o polimento no mármore tenha maior duração sob o stress do tráfego intenso do calçado.


Em grande medida o sucesso que o processo de cristalização tem tido ao longo das décadas de utilização deve-se à facilidade de utilização e produção, por comparação com as metodologias alternativas de manutenção de superfícies em pedra. No entanto, só porque algo é fácil de fazer, não significa que detenha todo o mérito de ser o melhor processo. 


Dito isto, vamos abordar os prós e contras deste procedimento largamente utilizado. 

ONDE E QUANDO USAR
Para começar, não existe produto ou processo que se constitua o “melhor-que-tudo” para a manutenção de mármores e terrazzos polidos. A cristalização consiste apenas de um método, entre muitos, que pode ou não ser a seleção mais adequada, dependendo do pavimento, a sua composição, estado de conservação, idade, acabamento, dureza, etc. 

Obviamente, não se deve usar a cristalização numa superfície baça, não refletora. Este processo destina-se apenas a superfícies polidas. Em tais situações, se um acabamento de brilho intenso é o pretendido, deve primeiro ser polido e acabado com cristalização para obter tal resultado. 


Se o objetivo é a manutenção de grandes superfícies de mármore ou terrazzo polido com tráfego intenso, uma forma de excelência para o fazer, na maioria dos casos, é a cristalização.


Mantenha em mente que, atualmente, alguns cristalizadores contêm ceras. Isto pode criar um acumulado na superfície da pedra ao longo do tempo. Quando isto acontece, deve usar-se um detergente alcalino, recomendado profissionalmente, para a remoção deste acumulado, e depois, terá de usar abrasivos adiamantados para regularizar a superfície antes de retomar o programa de manutenção com cristalizador. 


Existem produtos cristalizadores que não contêm ceras. Os cristalizadores sem cera demorarão muito mais tempo a produzir acumulado. E quando ocorre deriva das reações químicas que abordámos anteriormente. 




Um programa de manutenção adequado não deve deixar margem a tais acumulados na superfície de contacto da pedra. Se começar a ver acumulado se usa um cristalizador sem cera, é porque está a tentar usar o químico de uma forma para a qual não foi concebido. 

A cristalização é um processo de manutenção, não de restauração. A utilização excessiva de um cristalizador sem ceras, permitindo que acumule na superfície, está a tentar usar o cristalizador para remoção de sulcos mais profundos na superfície que não são removíveis por este processo. Este tipo de danos deve ser removido por restauração do pavimento com abrasivos adiamantados.

Outro método popular de manutenção de pavimentos de mármore polidos é a utilização de compostos em pó ou pasta que contêm ácido oxálico ou oxalato de potássio, entre outros ingredientes. Por este meio tenta-se recriar o que acontece em unidades de processamento de pedra em todo o mundo. 

Estas unidades fazem o polimento do mármore numa linha de polimento, passando a pedra por uma sequência de abrasivos. O polimento final é produzido usando algo como 5X brick. O principal ingrediente deste químico é o ácido oxálico ou o potássio de oxalato.

O polimento de fábrica é criado pela transformação química da superfície da pedra com um chorume acídico de 5X brick. Esta alteração muda microns da superfície de carbonato de cálcio para oxalato de cálcio.

Manter pavimentos de pedra polida com compostos de ácido oxálico produz usualmente bons resultados e é um método largamente aceite no meio profissional. No entanto, este tipo de produtos pode ter efeitos adversos em pedras verdes ou marron. Estes compostos tentem, também, a acumular na superfície quando sobre usados.

Em muitos casos, a acumulação ocorre mais rápido que no processo de cristalização. Além disso, por comparação com a cristalização, este processo pode ser mais demorado, sujo, e produzir mais detritos.

IR AO ENCONTRO DAS NECESSIDADES DO CLIENTE

Todos sabemos que é impossível o polimento de fábrica durar para sempre, sob o tráfego intenso de calçado. Portanto, estes métodos foram criados para preencher uma necessidade para os que pretendiam uma solução para o seu problema.

Tanto a cristalização como os compostos de ácido oxálico alcançam resultados muito similares. Ambos criam uma reação química e alteram a composição da superfície de contacto da pedra, e ambos alcançam um alto grau de reflexividade na superfície da pedra. Dependendo da situação, um pode ser mais adequado que o outro.

Mas nenhum processo é o melhor para tudo. Estes dois métodos consistem apenas em porções de um programa de manutenção para superfícies de pedra polida. No final, quando se procura um programa completo de manutenção para pedra natural, sugeriria que solicite marcas sobejamente conhecidas e bons resultados comprovados com décadas de evidências historicamente comprovadas, e suportadas por pessoal bem treinado e qualificado de empresas familiarizadas com pedra natural e a indústria da pedra.

Esperamos ter ajudado. 




segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Onde aplicar decking


No artigo anterior explorámos os materiais utilizados em decking. Nós preferimos o material compósito por vários motivos:
- não necessita praticamente manutenção. Um lavagem de tempos a tempos com hipoclorito de sódio diluído em água para eliminar bolores e líquenes que se estejam a alojar é suficiente, de resto basta projetar água e escovar quando estiver mais sujo;
- é feito de materiais reciclados, madeiras e polímeros, pelo que se enquadra numa economia sustentável. As madeiras nobres, por outro lado, são maioritariamente extraídas sem replantação, sendo uma indústria que contribui para a deflorestação e, consequentemente, para o efeito de estufa do planeta.
Enquadra-se, portanto, na nossa política ambiental que objetiva a redução da pegada ambiental das nossas atividades. Além disso, é versátil, elegante e fácil de instalar.
Mas onde se aplica decking? O termo deck tem origem na indústria náutica. O deck é o ou os convés dos navios, consiste na pavimentação do navio, tradicionalmente elaborado em pranchas de madeira longitudinais.
Convés superior da fragata D. Fernando
De madeira ou compósito o decking pode ser usado com diversos fins: 
como componente de paisagística num jardim:


como prolongamento de áreas habitacionais de casas,
como alternativa de pavimentação de pátios:
como pavimentação de praia de piscina:
Os deckings residenciais compreendem frequentemente áreas para cozinhar, para refeições e para lazer. As áreas para cozinhar devem estar localizadas perto da porta para o interior e em simultâneo sem atrapalhar as áreas de circulação; as áreas de refeição incluem mesa. Para uma mesa de exterior para 6 pessoas será ideal uma área mediana de 4x5 m, ou superior. Se há disponibilidade de espaço deve ponderar-se uma área de lazer com sofás e bancos de exterior.



Um deck residencial é, em geral, uma plataforma em madeira construída acima do pavimento, ligada à habitação. Pode ser circundado por um corrimão para efeitos de segurança, ou não, dependendo da configuração do espaço. O acesso é feito pela casa, pela porta, ou do pavimento, com ou sem escadas, novamente dependendo da configuração do espaço e do deck. As áreas de deck podem ser construídas em terrenos inclinados ou terreno irregular que são, de outra forma, áreas não utilizadas. Pode adicionar-se um telheiro ou dossel ou uma pérgola para produzir áreas de sombra.

Dossel ou telheiro
Pérgola
















A arquitetura típica de decks é ou sobre postes ou vigas ou em cantiléver, se de plano elevado relativamente ao solo ou em superfícies clivadas, ou sobre sarrafos se diretamente estruturado sobre o pavimento, desde que se trate de uma superfície plana, mais ou menos nivelada e regular. Os primeiros designam-se por deck estrutural, normalmente são desenhados por um arquiteto ou engenheiro civil e requerem um construtor com experiência em decks estruturais; os segundos são de execução relativamente fácil, principalmente se forem soluções em materiais compósitos, bastante versáteis e fáceis de instalar.

Um deck é, também, a superfície usada na construção das tão típicas passadeiras de madeira (boardwalk) das praias, suspensas ou não. 

























Porém, o advento das soluções de deck em material compósito, trouxeram, também, soluções de aplicação bastante versáteis. Cada vez é mais frequente ver aplicações de deck em paredes exteriores e interiores, em soluções que produzem uma ambiência única e esteticamente muito agradável. O minimalismo a mimicar as casas tradicionais em madeira, como é patente na foto abaixo:

Trabalhamos com a IHT já há algum tempo e gostamos da solução. Existem outras, é certo, mas esta é portuguesa e tem soluções que imprimem uma grande versatilidade ao deck. Em seguida apresentamos duas soluções que nos foram pedidas por clientes, desafios que aceitámos e cumprimos!



Transformação de um espaço de pátio fechado, em desnível com os terrenos envolventes de vizinhos. Objetivo: cobrir uma parede que, pesem embora as várias tentativas de evitar as infiltrações provenientes do terreno do vizinho em cota superior em cerca de 2,5 m, nunca foi possível eliminar o salitre e as consequentes bolhas de tinta e esfarelamento superficial do barramento da parede. Essa parede encimava uma floreira corrida interrompida por dois respiradouros da garagem no piso subterrâneo. Eis a solução:



Outro cliente desafiou-nos para outra solução: neste caso foi a restruturação integral do espaço exterior da moradia. Neste caso, um relvado escalracho envelhecido, emoldurado por um deck em pinho de estrados, muito envelhecido, com uma área de churrasco e de refeição, alguma vegetação, na qual se enquadrava uma desproporcional yuka pata-de-elefante eram o desafio.






O espaço era este:
A ideia era restruturar, dando harmonia ao espaço, integrando um jacuzzi e uma área de chuveiro, ambos integrados no decking. A solução foi a seguinte:


Esperamos ter ajudado.
Se tem uma área em casa ou logradouro que queira cobrir e embelezar, contacte-nos. Podemos ajudar!

domingo, 13 de janeiro de 2019

Deck: Madeira ou Compósito?


Um deck pode durar de 10 a 30 anos se feito em madeira não tratada, ou pode durar tanto como 50 anos se feito em madeira tratada ou em material compósito. É importante fazer uma escolha informada do material do seu deck antes de o instalar porque é um investimento a longo termo do qual desfrutará por décadas.
Tanto a madeira como o compósito estão disponíveis em alta e baixa qualidade, pelo que custo e qualidade não são indissociáveis. É de conhecimento geral que os materiais compósitos  necessitam menos manutenção, porém o seu custo é geralmente mais elevado. Requerem, no entanto, alguma manutenção e devem ser considerados outros fatores, também. Observemos algumas questões envolvidas na seleção do material adequado para o seu deck:



1- Deck em madeira
Muitas pessoas preferem madeira para o seu deck por causa do seu aspeto natural e quente. Sabe simplesmente bem!
Mas existe madeira e existe MADEIRA!  O tipo de madeira que escolhe para o deck é de importância crítica para a longevidade do mesmo.



Uma opção comum e barata é optar por madeira tratada. Estas madeiras são, geralmente, em abeto ou pinho embebido em agentes anti apodrecimento e inseticidas. A sua cor natural é de um castanho esverdeado que pode ser envernizado ou tingido por vários processos disponíveis no mercado. Existe, porém, uma razão porque esta é a solução menos dispendiosa para decking: é suscetível de empenar, rachar e estalar, portanto requer manutenção regular.



Se pretende optar mesmo pelo natural, opte por madeiras resistentes aos elementos tal como cedro (Cedrus) ou pau-brasil (Paubrasilia echinata). Estes tipos de decking têm um aspeto e toque muito atraentes e não empenam ou racham. O pau-brasil é mais dispendioso que o cedro e, regra geral, estes tipos de decking custam 3 ou 4 vezes mais que a madeira tratada.


Cedro rosa

Pau-brasil ou pau d'arco

Uma madeira extremamente cara usada em deck é o Ipê (Tabebuia), que é naturalmente resistente ao apodrecimento mas mais dura , logo, mais durável que o cedro e o pau-brasil. O Ipê pode custar tanto como 3 a 4 vezes o preço do Cedro ou Pau-brasil.


Ipê


2- Deck compósito
Os materiais compósitos têm vindo a ganhar mercado na área do decking. São compostos principalmente por uma mescla de plásticos reciclados e fibras de madeiras. Se por um lado deck construídos nestes materiais não têm um ar claramente "natural" e não terão a beleza potencial dos deck de madeira natural, por outro pode escolher-se de uma gama de cores que imitam as madeiras naturais, aproximando-se assim do ar "natural" desta. Além, disso, o constante aperfeiçoamento destes materiais têm-nos aproximado cada vez mais do aspeto e toque das madeiras naturais.


Gama de cores CDeck


O argumento que mais pesa na eleição destes decks é a sua baixa manutenção: não precisa ser lixado, acabado ou tingido - nunca! Além disso, tem normalmente garantia de 15 a 20 anos. A grande desvantagem - como seria de esperar - é o seu preço, que orça em média, o dobro do de madeira natural (excetuando as madeiras nobres), dependendo da qualidade e garantia.
Ainda assim, numa tentativa de equilibrar os preços, os decks compósitos dispõem de pranchas maciças e alveolares que devem ser intercaladas, ou não, dependendo da utilização mais ou menos intensa e do tipo de utilização.


Prancha maciça

Prancha alveolar

Os sarrafos (ou barras de suporte) são, também, adaptáveis, sendo em alumínio para áreas de maior pressão ou tensão e em material compósito para a generalidade das áreas.


Suporte de fixação

Manutenção do deck

Todos os deck, incluindo os compósitos, requerem alguma manutenção. Os deck de madeira natural são os mais exigentes, requerendo acabamento anual ou a cada dois anos, o que frequentemente implica lixar, a remoção do verniz ou velatura do ano anterior e, finalmente, a aplicação de novo acabamento. Se gosta do aspeto natural e não se importa ou tem disponibilidade ou verba para estas manutenções, vale definitivamente a pena.
A madeira tratada requer acabamento com um impermeabilizante ou tingimento numa base anual, o dobro da frequência das madeiras nobres.
Os materiais compósitos não necessitam qualquer acabamento, mas podem albergar algum bolor se não forem limpos em cada 3 ou 4 anos.
Deck de madeira ou compósito - ou algo diferente? Tal como toda a despesa relevante em casa, os materiais para deck variam em aspeto, durabilidade e custos. Comece por investigar para se tornar mais ou menos familiarizado com os vários tipos de deck autêntico ou artificial. Além disso, pode necessitar de usar alguns tipos de madeira ou compósito para aplicações estruturais do seu projeto, e outros para as superfícies ou balaustradas - as componentes sobre as quais andará e verá.

Esperamos ter ajudado.
Se tem uma área em casa ou logradouro que queira cobrir e embelezar, contacte-nos. Podemos ajudar!

Imagens de deck compósito cortesia da IHT: https://www.cdeck.pt/pt/deck-composito

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Como selecionar a melhor relva sintética para si


O preço não é o único fator a ponderar quando selecionamos um relvado sintético. Existem vários outros fatores que devem ser bem ponderados antes de decidir sobre que relvado adquirir que dure por muitos anos. Afinal de contas, um relvado sintético é um grande investimento. Aqui damos algumas dicas sobre o que ponderar antes de tomar uma decisão.

Tráfego/utilização
Com que intensidade será o seu relvado utilizado? Quantos pés ou patas irão talhar o seu caminho através da superfície diariamente? A utilização é seguramente um ponto importante a considerar. Se eleger um relvado que não esteja concebido para uso intenso de pessoas ou animais, o seu investimento pode sofrer desgaste muito rapidamente.


Se os seus filhos adoram brincar no exterior, e os seus animais necessitam de fazer a sua corrida ao sol várias vezes ao dia, escolha um relvado durável. Algo como qualquer relva das nossas gamas Premium Line ou Special Premium Line – veja aqui (link para http://mail6600.wix.com/bgreenjardins)

Não tenha receio de solicitar amostras, especialmente se está a comprar online. Vai querer testar o produto antes de se decidir pela instalação. É definitivamente um produto que vai querer ver e tocar antes de se decidir pala aquisição.

Comprimento da lâmina (altura da felpa)

Significa simplesmente uma medida do comprimento da lâmina desde a parte superior do baking até à extremidade superior do filamento. E sendo tentador selecionar uma lâmina longa, use cautela. Criam, de facto, um aspeto cheio e luxuriante no início. No entanto, com o tempo, tenderão a tombar, resultando num relvado plano e desprovido de beleza. Para levantar a felpa novamente requerirá algum tempo a varrer ou a aspirar. Para um toque e aspeto ótimo, o comprimento de lâmina recomendado é entre 30 a 37 mm. Esta seleção dá um ar natural ao relvado que parece fresco e tratado. Terá sempre de pentear as lâminas periodicamente, mas com menor intensidade que o faria com uma altura de felpa superior.
Peso e densidade

Ao selecionar uma relva sintética, densidade refere-se ao número de filamentos por metro quadrado. A relva sintética com uma densidade mais elevada é mais durável. São mais dispendiosas, também. Podem ser feitas algumas conceções se o preço é um fator preponderante e pode compensar com enchimento (infill) até um certo ponto. Na Blueish Green faremos tudo para que esteja seguro de que a sua relva se enquadre da melhor forma nas exigências de utilização e estéticas, levando em conta as limitações financeiras que possa ter.

Quanto ao peso, quanto mais alta a qualidade, mais a sua relva sintética pesará. É claro que isto é perfeitamente inconsequente numa instalação tradicional de paisagismo. No entanto, se pretende instalar um espaço verde num pátio de um condomínio, ou num bar numa cobertura de um edifício, deverá certificar-se qual a carga que a estrutura pode suportar para que possa instalar a relva mais adequada a esse tipo de utilização intensa.


Backing e infill

Ao selecionar a relva sintética, os tipos de infill variam. Frequentemente, a areia de silica é usada como parte do processo de instalação. Existem, porém, outros tipos de enchimento. O objetivo é manter o seu relvado elástico e resiliente. Aborde as opções com a empresa que procede à instalação para perceber o que funcionará melhor no seu caso.

Quanto ao backing utiliza-se poliuretano ou latex. Relvados revestidos com poliuretano não se expandem ou contraiem, o latex sim. Se vai instalar o seu relvado de reconhecida exposição solar, selecione um produto com backing de poliuretano . Isso garantirá que o seu relvado não sofrerá encolhimento ou dilatação, causando bolhas, ondas ou rasgões.


Côr

Este é um ponto importante. Pode ser tentador escolher uma relva que pareça realmente verde, no entanto, tenha em conta que uma vez instalada, essa relva poderá destacar-se em relação ao meio envolvente, provocando um desequilíbrio paisagístico, tornando-se o foco da área. Muitas destas relvas sintéticas muito verdes são produtos baratos e de baixa qualidade. Terá problemas de durabilidade. Portanto, será sempre preferível selecionar um produto que tenha vários tons de verde. Verde azeitona, verde escuro e verde lima misturados oferecem um aspeto mais natural e luxuriante. Procure relva que não seja totalmente uniforme. Isto somará à atratividade do relvado. Talvez seja boa ideia optar por um relvado que tenha uns pequenos apontamentos castanhos e/ou beijes pois fará o seu relvado parecer mais natural e pleno.

Manutenção

A regra base é, quanto mais cara a relva menos terá de gastar na manutenção. Recorde isso ao fazer a sua seleção. Pondere outros fatores, também. Por exemplo, se habita numa área onde o clima pode ser um fator, esta é uma consideração importante. Outro aspeto: onde está localizado o seu relvado? Existe a possibilidade de troncos e outros detritos de caírem sobre o relvado? E com que frequência? Inclua este factor na sua decisão. Estes detritos devem ser removidos e a relva deve ser durável o suficiente para o suportar.
Escolher uma relva sintética ao modo da Blueish Green

Ponderar todos estes fatores pode ser desafiante e desgastante. A Blueish Green está disponível para o auxiliar. Sabemos que eleger uma relva sintética é mais fácil dito que feito. Todas as considerações, tipos diferentes, preços, podem gerar confusão. Nós Podemos ajudar. Na Blueish Green, trabalhamos diariamente com relvas sintéticas. Contacte-nos para que possamos abordar as suas opções consigo. Juntos, chegaremos à melhor solução para o seu caso. O seu relvado será durável e terá um aspeto fantástico durante muitos anos. A melhor parte? Não haverão mais manutenções e o valor da sua propriedade disparará!